Pedal Buraco do Padre e Mariquinha

Domingo de eleições, resolvemos explorar a região dos Campos Gerais. O roteiro original, exclusivo, teve ser abortado por motivos de força maior. Pra quem pedala não tem tempo ruim, não deu certo este trecho, então façamos outro e partiu se divertir nas trilhas do Lobo.

Cachoeira da Mariquinha. Foto: © Valmir Singh

Seguimos fazer um pedal com paisagens instigantes – Buraco do Padre e Cachoeira da Mariquinha.

Aventurar nos trechos com areia densa, cachoeiras, pedras soltas e mais umas maluquices no meio do caminho é genial. Fique atento que pedalará por propriedades particulares. Desta forma, sempre procure o responsável pelo lugar e informe seu objetivo. Isto evita entreveros e indica respeito pelo próximo.

Após um pequeno trecho de pedal leve já estávamos no famoso Buraco do Padre. Uma verdadeira obra de arte da natureza. Para entrar você paga apenas dez reais e ganha uma pulseira, fiquei lá o tempo que achar apropriado. O nome é homenagem aos padres jesuítas que meditavam no lugar, a furna tem 30 metros de profundidade, a cachoeira conhecida com quebra perna embeleza o lugar. Andorinhas gritavam incessantemente criando uma acústica maravilhosa.

Buraco do Padre Foto © Ivan Mendes

Existem várias trilhas para você admirar a cacheira de cima, do nível fácil e longo até o mais pesado e curto, de cima pra baixo. Apelidaram sarcasticamente de fenda das freiras um lugar próximo é só perguntar.
Foto © Valmir Singh
Após, rumamos para Cachoeira da Mariquinha. Para chegar lá você enfrentará estradões com longas subidas e descidas, faz parte. O trecho para adentrar na cachoeira termina em uma trilha extremamente pesada, um single track, impossível de fazer de bike, então empurre a bike e siga em frente. No caminho você encontra pegadas do amigável Lobo Guará, o nosso lobo brasileiro. (LOBi)

Campos Gerais Foto: © Valmir Singh
Água extremamente gelada e uma cachoeira espetacular, estávamos na Mariquinha, em poucas horas você sai de uma cachoeira linda e já está em outra tão bonita quanto. Não existe privilégio maior para quem adora apreciar as maravilhas construídas pela vida selvagem. Ficamos lá um bom tempo, conversando, refletindo sobre como a vida em cima dos pedais nos proporciona uma diversidade de prazeres.

Campos Gerais Foto © Valmir Singh

Era hora de partir, mais estradões com paredões para enfrentar. Bovinos, corujas, carcarás, passamos por todos estes animais incríveis. Parece até um sinal verde dos bichos para mostrar que lá é o lugar deles, um grito de respeito para mostrar a importância de cuidar da fauna da região.


Ivan Mendes Foto © Valmir Singh
Quase terminando o pedal no Passo do Pupo, paramos no Bar da Lara, uma simpática senhora que vende conservas, paçocas caseiras, frango assado, linguiças artesanais e mais uma diversidade de comidas excelentes. No Bar da Lara, tem apoio para ciclistas, além de um tratamento vip peculiar de pessoas do interior, porém com uma caraterística muito amistosa e receptiva.


Culminamos o pedal no Café Porto Brazos, local onde conhecemos a sra. Ane, que nos explicou sobre o valor de respeitar tudo o que fizemos. Chegamos tarde, mas ela num misto de “Volte para comer” e “Perderam o que fizemos hoje” explicou que o lugar servia panquecas, paella de porco, frango e frutos de mar, Chopp e licor de amora a. Enfim, comida da alta gastronomia.


Para complementar e ilustrar o pedal ainda mais, contamos com a presença do Valmir Singh com suas fotos de tirar o fôlego. Infelizmente o pedal tinha terminado, mas o que presenciamos é eterno.

Por Antônio Sevilha © LOBi
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